15.6.16

Teori nega pedido de prisão de Renan e Jucá e tornozeleira para Sarney
Imagem: Agência Senado e Agência BrasilO ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta terça-feira (14) pedido de prisão do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e do senador Romero Jucá (PMDB-RR), além de monitoramento por tornozeleira eletrônica do ex-presidente da República José Sarney, informou o Supremo.
Segundo informações da agência de notícias ‘Reuters’, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, havia pedido a prisão de Renan e Jucá, e o monitoramento de Sarney alegando que o trio estaria buscando obstruir as investigações da operação Lava Jato. Em sua decisão, Teori também determinou o fim do sigilo da delação premiada do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, firmado no âmbito da Lava Jato.
Conversas gravadas
Em conversa com Sérgio Machado, Romero Jucá sugeriu que uma possível mudança no governo federal resultaria em um pacto para “estancar a sangria” feita pela Operação Lava Jato, que investiga ambos. Em um dos trechos mais emblemáticos, Machado diz: “O Janot [procurador-geral da República] está a fim de pegar vocês. E acha que eu sou o caminho”. Logo em seguida, Jucá afirma “Se é político, como é a política? Tem que resolver essa porra… Tem que mudar o governo pra poder estancar essa sangria”.
Machado acredita que o envio de seu caso do STF para o juiz federal Sergio Moro, em Curitiba, seria uma estratégia para que ele fizesse delação premiada e, com isso, incriminasse líderes do PMDB. Outro trecho da conversa revela o receio de novos acordos com a Justiça. Machado afirma que novas delações não deixariam “pedra sobre pedra”. Jucá completa dizendo que o caso “não pode ficar na mão desse [Moro]”.
No caso de Renan Calheiros, ele defendeu em conversa gravada pelo ex-presidente da Transpetro ma mudança na lei da delação premiada para impedir que um preso se torne delator. “Não pode fazer delação premiada preso”, diz Renan no áudio. Após isso, o senador sugere “negociar” com integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) a “transição” de Dilma Rousseff. Sarney, por fim, informa a Machado que poderia ajudá-lo a evitar que as investigações contra ele na Operação Lava Jato fossem remetidas à 13ª Vara Federal de Curitiba, onde despacha o juiz federal Sergio Moro.
Fontes: Verdade Gospel e Reuters e Veja.
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