13.6.16

Vídeo: Eyshila conclama por jejum e oração; saiba mais!

Imagem: Reprodução FacebookMatheus Oliveira, filho da cantora Eyshila, segue internado em estado grave com meningite viral, no Hospital Samaritano, no Rio de Janeiro. A família optou por não falar do estado de saúde de Matheus, mas vem pedindo orações nas redes sociais.
Neste domingo (12), Eyshila postou em sua página no Facebook um vídeo onde conclama um jejum pela vida de Matheus e também por todos os “filhos” do Brasil.
“Eu gostaria de conclamar um jejum a partir de hoje (dia 12) às 0h, não somente pelo meu filho, mas por todos os filhos. Eu ainda creio no milagre, eu ainda creio que Deus pode trazer meu filho, sim. Eu creio que Deus é o mesmo ontem, hoje e eternamente”.
Assista ao vídeo e participe também desse clamor pela família:

Fonte: Verdade Gospel.

Faleceu o Pr. Joide Miranda, a família carece de orações; saiba mais

Imagem: Reprodução
Aos 51 anos de idade, Pr. Joide Miranda deixa esposa, Édna Miranda, e filho, Pedro
Faleceu neste domingo (12) o pastor Joide Miranda, conhecido pelo seu testemunho como um ex-travesti que teve sua vida mudada pelo evangelho. Ele estava internado no Hospital Santa Rosa, em Cuiabá, para um tratamento de saúde. A causa da morte foi uma parada cardíaca, em decorrência de complicações no fígado.
O pastor Joide tinha 51 anos e era fundador e presidente da Associação Brasileira de ex-Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABexLGBTTs).
Breve histórico
Aos 14 anos ele decidiu se tornar travesti. Passou por cirurgias de transformação do corpo, que incluíram próteses de silicone nos seios e nos quadris. Mas aos 26 anos se converteu a Cristo, retirou as próteses e recomeçou a vida.
Tornou-se pastor e casou com Édna Miranda, com quem teve Pedro, hoje com 4 anos. Em 2013, ele publicou o livro ‘A intimidade de um ex-travesti’ pela Editora Central Gospel, onde conta sua trajetória de vida e revela que foi abusado na infância. Para o pastor Joide, a desordem familiar tem grande parcela de responsabilidade nos casos de homossexualidade.
Orações e velório
O velório será na Igreja Batista Nacional Peniel, onde ele congregava. A página oficial do seu ministério no Facebook divulgou a seguinte mensagem: “É com muita tristeza que comunicamos a partida do nosso guerreiro pastor Joide Miranda. Ele foi um testemunho vivo do poder de Deus. Joide teve seu corpo, sua mente e alma completamente transformados pelo poder de Cristo, o que ele fez questão de anunciar em todos esses anos de ministério”.
O ministério também pediu orações. “Sentiremos saudades e choramos a dor da ausência, mas estamos consolados em saber que Joide agora está com o amado da sua alma, o seu salvador, o seu Senhor, o seu amor maior, por quem viveu e de quem testemunhou todos os dias da sua vida. Ore por toda a família de Joide para que dia após dia possamos lidar com a ausência do nosso querido”.
Fontes: Verdade Gospel e Gospel Prime.

Baiano diz ter recebido R$ 500 mil da Odebrecht quando estava preso

Fernando Baiano, admitiu à Polícia Federal que a Odebrecht lhe pagou R$ 550 mil entre 2014 e 2015, quando ele estava preso
Fernando Baiano, admitiu à Polícia Federal que a Odebrecht lhe pagou R$ 550 mil entre 2014 e 2015, quando ele estava preso
Um dos operadores de propina no esquema de corrupção instalado na Petrobras, o lobista Fernando Falcão Soares, o Fernando Baiano, admitiu à Polícia Federal que a Odebrecht lhe pagou R$ 550 mil entre 2014 e 2015, quando ele estava preso.
Fernando Baiano passou quase um ano detido em Curitiba, base da Operação Lava Jato, acusado de corrupção e lavagem de dinheiro, e deixou a prisão após fechar acordo de delação premiada. Ex-aliado do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), foi protagonista de um repasse de US$ 5 milhões ao parlamentar, em 2011, que seria fruto do esquema na Petrobras.
No último dia 2, o lobista prestou novo depoimento à PF e foi questionado sobre as entregas de dinheiro em espécie feitas no endereço de sua empresa, Hawk Eyes, aos cuidados de seu irmão, Gustavo. Os valores teriam sido repassados pelo Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht.
O nome de Gustavo foi identificado em uma planilha secreta de propina apreendida na casa da secretária de altos executivos da Odebrecht, Maria Lúcia Guimarães Tavares, suspeita de ser responsável por parte da distribuição da “rede de acarajés” – que seria referência à propina.
Refinaria
O lobista explicou que em 2009 foi procurado por Cezar Tavares e Luiz Carlos Moreira para que indicasse uma empresa interessada no projeto de uma refinaria em Angola. Segundo Baiano, a consultoria de Cezar Tavares havia sido contratada pela Sonangol, no país africano, para desenvolver novos negócios em Lobito. Ele decidiu, então, indicar a Andrade Gutierrez e a Odebrecht, empresas com mais atuação em Angola.
O lobista relatou que a escolha da consultoria foi pela Odebrecht e que a ideia de Tavares e Moreira era ajudar a construtora a vencer a concorrência para algumas obras na refinaria. Fernando Baiano procurou o então diretor da Odebrecht Rogério Araújo – preso na Lava Jato em junho de 2015 – para falar, segundo ele, sobre outras obras e aproximar as duas partes.
Em seu relato, Baiano afirma ter participado apenas de duas reuniões com Tavares e a Odebrecht e depois ter procurado a construtora apenas em 2012, com o intuito de receber pela consultoria prestada. Ambos não chegaram a um acordo sobre valores até 2014, quando o lobista foi preso e, segundo ele, a Odebrecht se recusou a “pagar alguém que estava preso”.
Ainda de acordo com o relato dado à PF, esse teria sido o motivo de a construtora ter “pago por fora” ao seu irmão, Gustavo, em um contrato lícito. A reportagem não localizou Tavares e Moreira. A Odebrecht não quis se manifestar.
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Procurador diz que políticos tramam para acabar com a Lava Jato

Imagem: ReproduçãoO procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato, em Curitiba, disse ser “possível e até provável” que as investigações do maior escândalo de corrupção do país acabem. “Quem conspira contra ela são pessoas que estão dentre as mais poderosas e influentes da República”, afirmou.
Em entrevista publicada pelo ‘Estado de S. Paulo’, Dallagnol disse que as conversas gravadas pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado com o presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), o ex-presidente José Sarney (AP) e o senador e ex-ministro do Planejamento Romero Jucá (RR), todos da cúpula do PMDB, expuseram uma trama para “acabar com a Lava Jato”. “Esses planos seriam meras especulações se não tivessem sido tratados pelo presidente do Congresso Nacional”, disse o procurador.
Os áudios do delator Sérgio Machado tornados públicos pela imprensa mais uma vez revelam movimentos para tentar interferir nos andamentos da Operação Lava Jato. As investigações correm algum risco?
As investigações aproximaram-se de pessoas com poder econômico ou político acostumadas com a impunidade. É natural que elas reajam. Há evidências de diferentes tipos de contra-ataques do sistema corrupto: destruição de provas, criação de dossiês, agressão moral por meio de notas na imprensa ou de trechos de relatório de CPI, repetição insistente de um discurso que aponta supostos abusos jamais comprovados, tentativas de interferência no Judiciário e, mais recentemente, o oferecimento de propostas legislativas para barrar a investigação, como a MP da leniência (medida provisória que altera as regras para celebração de acordos entre empresas envolvidas em corrupção e o poder público). Tramas para abafar a Lava Jato apareceram inclusive nos áudios que vieram a público recentemente. A Lava Jato só sobreviveu até hoje porque a sociedade é seu escudo.
É possível um governo ou o Congresso pôr fim à Lava Jato?
É, sim, possível e até provável, pois quem conspira contra ela são pessoas que estão dentre as mais poderosas e influentes da República. À medida que as investigações avançam em direção a políticos importantes de diversos partidos, a tendência é de que os que têm culpa no cartório se unam para se proteger. É o que se percebe nos recentes áudios que vieram a público. Neles, os interlocutores dizem que alertaram diversos outros políticos quanto ao perigo do avanço da Lava Jato. É feita também a aposta num “pacto nacional” que, conforme também se extrai dos áudios, tinha como objetivo principal acabar com a Lava Jato. Não podemos compactuar com a generalização de que políticos são ladrões, porque ela pune os honestos pelos erros dos corruptos e desestimula pessoas de bem a entrarem na política. Contamos com a proteção de políticos comprometidos com o interesse público, mas não podemos menosprezar o poder das lideranças que estão sendo investigadas.
Curitiba foi comparada à “Torre de Londres” nas gravações. É justa a comparação?
A comparação é absolutamente infundada. A Torre de Londres foi usada para a prática de tortura. Na tortura, suprime-se o livre arbítrio da vítima e se extrai a verdade por meio de tratamento cruel. Na colaboração, respeita-se o livre arbítrio de quem, quando decide colaborar, recebe um prêmio. Mais de 70% dos colaboradores da Lava Jato jamais foram presos. Nos casos minoritários em que prisões antecederam as colaborações, eram estritamente necessárias e não tiveram por objetivo a colaboração, mas sim proteger a sociedade, que corria risco com a manutenção daquelas pessoas em liberdade.
O que o conteúdo dos áudios demonstra, na sua opinião?
Os áudios revelam um ajuste entre pessoas que ocupam posições-chave no cenário político nacional e, por isso, com condições reais de interferir na Lava Jato. Discutiram concretamente alterar a legislação e buscar reverter o entendimento recente do Supremo que permite prender réu após decisão de segunda instância. Eles chegam a cogitar romper a ordem jurídica com uma nova Constituinte, para a qual certamente apresentariam um bom pretexto, mas cujo objetivo principal e confesso seria diminuir os poderes do Ministério Público e do Judiciário. Esses planos seriam meras especulações se não tivessem sido tratados pelo presidente do Congresso Nacional, com amplos poderes para mandar na pauta do Senado; por um ex-presidente com influência política que dispensa maiores comentários; por um futuro ministro (do Planejamento) e na presença de outro futuro ministro, o da Transparência (Fabiano Silveira, também nomeado pelo presidente em exercício Michel Temer e já fora do governo). Quando a defesa jurídica não é viável, porque os fatos e provas são muito fortes, é comum que os investigados se valham de uma defesa política. Agora, a atuação igualmente firme contra pessoas vinculadas a novos partidos, igualmente relevantes no cenário nacional, reforça mais uma vez que a atuação do Ministério Público é técnica, imparcial e apartidária. Não vemos pessoas ou partidos como inimigos. Nosso inimigo é a corrupção, onde quer que esteja, e, nessa guerra, existe apenas um lado certo, o da honestidade e da justiça.
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Delação da Odebrecht: Cardozo teria prometido juiz ‘garantista’

Imagem: ReproduçãoExecutivos da Odebrecht afirmaram, por meio dos advogados nas negociações para suas delações premiadas, que José Eduardo Cardozo (ex-ministro da Justiça) prometeu que Dilma Rousseff nomearia um ministro do STJ de perfil “garantista” para a vaga que depois veio a ser ocupada por Marcelo Navarro Ribeiro Dantos. A informação foi publicada na coluna de Lauro Jardim no site ‘O Globo’.
Segundo a coluna, um “garantista” seria um ministro favorável aos direitos de defesa, algo que, segundo a defesa de Marcelo Odebrecht, vem sendo violado pela Justiça ao mantê-lo quase um ano preso.
A afirmação na delação dos executivos da Odebrecht pode complicar a situação de Cardozo, que já é alvo de um pedido de inquérito por obstrução da Justiça.
Em sua delação, Delcídio Amaral afirmou que Dilma lançou uma ofensiva aos tribunais superiores na tentativa de influenciar os desdobramentos da Lava Jato. Cardozo, segundo Delcídio, teria participado dessas ações.
Fontes: Verdade Gospel e O Globo.

‘Lei da mordaça': prefeito que recebia Bolsa Família ameaça servidores

Imagem: ReproduçãoO prefeito Antenor Santa Rosa (PT), de Padre Carvalho, em Minas Gerais, em comunicado oficial, proibiu os servidores, no horário de trabalho ou fora dele, além dos cidadãos, a formarem grupinhos nas áreas da prefeitura para discutir “assuntos políticos partidários, ou de forma isolada emitirem ou expressarem suas opiniões”. A denúncia do absurdo foi feita pela coluna de Ancelmo Gois no site ‘O Globo’.
Segundo o colunista, o comunicado foi distribuído pela Secretaria de Administração, que é comandada por Suely Santa Rosa de Morais, filha do prefeito. Ano passado ela se envolveu num escândalo. É que, junto com uma tia, ela recebia o benefício do Bolsa Família. Os pagamentos a ela, segundo o Portal da Transparência, foram feitos entre 2013 e 2015 e somam quase R$ 3,5 mil.
Leia o comunicado abaixo:
Imagem: Reprodução

Fontes:Verdade Gospel e G1.

Janot pede que STF envie denúncia contra Lula para Moro

Processo que investiga se o ex-presidente atuou na tentativa de comprar o silêncio de Nestor Cerveró inclui também o ex-senador Delcídio do Amaral
Processo que investiga se o ex-presidente atuou na tentativa de comprar o silêncio de Nestor Cerveró inclui também o ex-senador Delcídio do Amaral
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), para que o pedido de denúncia contra o ex-presidente Lula seja remetido ao juiz federal Sergio Moro, na primeira instância. Lula foi denunciado no início de maio por indícios de que atuou para atrapalhar as investigações da Lava Jato.
O processo também inclui o ex-senador Delcídio Amaral (sem partido-MS), seu assessor, Diogo Ferreira, o advogado Edson Ribeiro, o pecuarista José Carlos Bumlai, seu filho, Maurício Bumlai, e o banqueiro André Esteves, do BTG Pactual. Na denúncia, Delcídio era a única pessoa com foro privilegiado e segurava todos os demais no STF. Como ele foi cassado, perdeu a prerrogativa.
A remessa dos autos terá, agora, que ser autorizada pelo ministro Teori Zavascki. O caso já estava sob sua apreciação antes mesmo da formulação do pedido de Janot. Não há prazo, no entanto, para que o ministro decida sobre o assunto. A denúncia contra o ex-presidente foi feita no inquérito que investiga se houve uma trama para comprar o silêncio e evitar a delação premiada do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró.
Lula foi apontado por Delcídio como o mandante do pagamento de mesada a Cerveró para evitar que ele falasse sobre um esquema de compras de sondas superfaturadas pela Petrobras envolvendo Bumlai, amigo pessoal do ex-presidente. A tentativa de comprar o silêncio de Cerveró, exposta por um grampo feito pelo filho do ex-diretor da estatal, resultou na prisão de Delcídio e na sua posterior cassação pelo Senado.
Investigações
Os demais inquéritos contra Lula e Delcídio no Supremo envolvem pessoas com foro, o que faz com que os processos permaneçam nas mãos de Teori. O ex-presidente, por exemplo, também é alvo de um pedido de inquérito ao lado da presidente afastada Dilma Rousseff por tentativa de obstruir a Justiça.
Janot também pediu a Teori para incluir Lula no inquérito mãe da Operação Lava Jato conhecido como “quadrilhão”. Nesse processo, há diversos políticos com foro, como o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).
Fontes: Verdade Gospel e Veja.

Senado: ‘vidas’ de Cunha e Jucá devem ser decidas nesta semana

Após manobras, conselho deve votar finalmente a cassação do presidente da Câmara Eduardo Cunha
Após manobras, conselho deve votar finalmente a cassação do presidente da Câmara Eduardo Cunha
Após sucessivos adiamentos e manobras, o Conselho de Ética da Câmara deve votar nesta semana o relatório do deputado Marcos Rogério (DEM-RO) que defende a cassação do mandato do presidente afastado da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
A análise do parecer de Marcos Rogério estava prevista para ocorrer na semana passada, mas foi adiada, devido a uma estratégia dos adversários de Cunha para tentar convencer a deputada Tia Eron (PRB-BA) a apoiar a perda do mandato do peemedebista.
A reunião do Conselho de Ética está marcada para às 14h30 desta terça (14), mas o presidente do colegiado, José Carlos Araújo (PR-BA), disse que cogita transferi-la para quarta (15), por considerar pequeno o plenário que foi reservado para votação. Ele argumenta que fazer a votação em espaço apertado pode representar um “risco” à segurança dos presentes e diz que adiará a reunião se conseguir uma sala maior na quarta.
O placar no Conselho de Ética no processo de Cunha está apertado, e tanto aliados do presidente afastado quanto adversários têm pressionado pelo apoio da deputada Tia Eron, que ainda não declarou sua posição publicamente. O voto dela é considerado decisivo, porque, pelos cálculos de adversários de Cunha, se ela votar contra o relator, que pede a cassação, o placar deverá ficar em 11 votos a 9 a favor do presidente afastado.
Essa primeira hipótese leva à derrubada do parecer. Se ela votar com o relator, o placar ficará empatado em 10 a 10, e o voto de minerva caberá ao presidente do conselho, José Carlos Araújo (PR-BA), que já disse ser a favor da cassação.
O deputado Carlos Marun (PMDB-MS), um dos principais aliados de Cunha, informou que chegará cedo à reunião desta semana do Conselho de Ética o para votar caso Tia Eron falte. Ele é suplente no colegiado. Em caso de ausência de titular, vota o suplente do mesmo bloco parlamentar que primeiro registrar presença.
O relator do processo disse esperar que a abertura, na semana passada, de ação penal contra a mulher de Cunha, Cláudia Cruz, por suspeita de crimes relacionados à manutenção de uma conta na Suíça, influencie os deputados a aprovarem a cassação.
“Esses fatos novos que surgiram, embora não possamos fazer aproveitamento direto no processo, servem para formar conhecimento dos parlamentares. Espero que isso tenha colocado mais luz no processo”, disse Marcos Rogério ao G1.
Romero Jucá
No Senado, Conselho de Ética deve decidir se investiga Romero Jucá
No Senado, Conselho de Ética deve decidir se investiga Romero Jucá
No Senado, o Conselho de Ética deve decidir nesta quarta-feira (15) se vai ou não abrir um procedimento de quebra de decoro parlamentar contra o senador Romero Jucá (PMDB-RR). Jucá foi gravado, pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, sugerindo um pacto entre a classe política para “estancar a sangria” causada pela operação Lava Jato, na qual é investigado.
Utilizando-se de suas prerrogativas, o presidente do Conselho de Ética chegou a arquivar a representação contra Jucá, mas um grupo de seis integrantes do colegiado entrou com recurso para que o processo seja aberto.
Na semana passada, procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu a prisão de Jucá e de outros integrantes da cúpula do PMDB: Renan Calheiros (PMBD-AL), presidente do Senado, José Sarney, ex-presidente da República, e Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente afastado da Câmara dos Deputados.
Impeachment de Dilma
O Senado continua a ouvir, nesta semana, testemunhas do processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff. A comissão especial que analisa o caso tem reuniões marcadas para esta segunda-feira (13), à tarde, e terça-feira (14), pela manhã.
Na sessão desta segunda, quatro testemunhas convocadas por senadores pró-impeachment e pelo relator do processo, Antonio Anastasia (PSDB-MG) devem ser ouvidas. São elas:
– Esther Dweck, ex-secretária de Orçamento Federal;
– Tiago Alves de Gouveia Lins Dutra, secretário de Controle Externo da Fazenda Nacional do TCU;
– Leonardo Rodrigues Albernaz, secretário de Macroavaliação Governamental do TCU;
– Marcus Pereira Aucélio, ex-subsecretário de Política Fiscal do Tesourno Nacional.
Na terça-feira, estão previstos os depoimentos de três testemunhas convocadas pela defesa de Dilma Rousseff, entre elas o ex-presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho. Ele deverá tentar fortalecer a tese de que Dilma não teria cometido irregularidades nas chamadas “pedaladas fiscais” – atraso em pagamentos a bancos públicos para melhorar artificialmente a situação fiscal do país.
Votações na Câmara
No plenário da Câmara, estão na pauta dois projetos considerados prioridade pelo governo do presidente em exercício da República, Michel Temer – o que altera as regras para nomeações de conselhos de fundos de pensão e o que estabelece regras de transparência e gerenciamento de empresas estatais.
Uma das mudanças previstas no projeto sobre fundos de pensão é que, para participar de conselhos de administração desses fundos, o indicado não poderá ter exercido atividade político-partidária nos dois anos anteriores à nomeação.
O projeto sobre estatais prevê que elas deverão elaborar uma série de relatórios – de execução do orçamento, riscos, execução de projetos, ambientais – e disponibilizá-los à consulta pública. Anualmente, a estatal terá que divulgar, a acionistas e à sociedade, carta que contenha dados financeiros das atividades da empresa.
Votações no Senado
No Senado, Renan Calheiros vai se reunir, nesta semana, com líderes partidários para estabelecer uma pauta de votações de projetos na tentativa de aquecer a economia. Uma proposta, que deve ser votada já na terça-feira, é de atualização do Simples Nacional, que reduz impostos e a burocracia para o pagamento de contribuições de pequenas e médias empresas.
Se aprovado, o projeto permitirá que empresas que faturam até R$ 4,8 milhões por ano possam se inscrever no programa. Atualmente, o teto para participação no Simples Nacional é de R$ 3,6 milhões anuais.
Fontes: Verdade Gospel e G1.

10.6.16

Delatores asseguram: Renan, Cunha, Jucá e Sarney receberam propinas

Segundo os delatores, os líderes citados do PMDB, teriam recebido mais de R$ 200 milhões
Segundo delatores, os líderes citados do PMDB teriam recebido mais de R$ 200 milhões em propina
Propinas relatadas por sete colaboradores da Operação Lava Jato com destino ao quarteto do PMDB superam os R$ 200 milhões, de acordo com levantamento do ‘Correio Braziliense’. Os valores, parte deles convertida na cotação do dólar de quarta-feira (8), não incluem correção monetária. Se tudo o que disseram é verdade, o presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), é o campeão dos pixulecos, à frente do ex-presidente José Sarney (AP), do deputado Eduardo Cunha (RJ) e do ex-ministro e senador Romero Jucá (RR).
Mas parte dos relatos não menciona cifras dos alegados subornos para os políticos. Foram analisados depoimentos de dez pessoas dentre os mais de 60 acordos de colaboração premiada de leniência: os ex-diretores da Petrobras Paulo Roberto Costa e Nestor Cerveró, o ex-senador Delcídio do Amaral (ex-PT-MS), o empreiteiro da UTC Engenharia Ricardo Pessoa, os executivos da Andrade Gutierrez Otávio Azevedo e Flávio Machado, o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, os lobistas Fernando “Baiano” Soares e Júlio Camargo, e o entregador de dinheiro Carlos “Ceará” Souza.
Segundo o relato de sete deles, Renan recebeu R$ 96,7 milhões em propinas. Desse valor, R$ 33 milhões foram diretamente para ele. Uma parcela de mais R$ 63,7 milhões foi compartilhada com outros políticos, mas os colaboradores não explicam qual a parte de cada um.
Eduardo Cunha teria recebido R$ 61,8 milhões, pela narrativa de quatro acusadores. Sarney, R$ 30 milhões, segundo o relato de Sérgio Machado. Sozinho, Romero Jucá seria destinatário de R$ 21,5 milhões e ainda teria compartilhado parte de um repasse de R$ 30 milhões, a ser dividido com outros colegas do partido e do PT.
Os corruptores indicados são a empreiteira UTC Engenheira, a Andrade Gutierrez, o lobista do estaleiro Samsung Júlio Camargo e o banqueiro André Esteves, do BTG Pactual — este nega a acusação de pagar R$ 45 milhões a Eduardo Cunha por uma emenda à Medida Provisória 608. A empreiteira Serveng é apontada como fonte propinas para Renan, mas Paulo Roberto Costa não informa eventuais valores.
Executivo da Andrade Gutierrez, Otávio Azevedo disse, sem citar nomes, que o PMDB recebeu 0,5% dos contratos do consórcio que lidera na usina de Belo Monte, no Pará. Delcídio do Amaral disse que R$ 30 milhões em subornos foram destinados a Renan, Jucá, Jader Barbalho (PA), Valdir Raupp (RO) e os ex-ministros das Minas Energia Edison Lobão e Silas Rondeau, além da campanha do PT.
Em Angra 3, a negociação começou em 3% para os peemedebistas, de acordo com Flávio Machado, executivo da Andrade, a fim de beneficiar Jucá e Lobão. Outro executivo, Flávio David Barra, contou que o ex-ministro do Planejamento recebeu propina em forma de doações eleitorais. Informação semelhante foi prestada por Ricardo Pessoa. Segundo ele, dos contratos da UCT em Angra, retirou R$ 1 milhão para a campanha do filho de Renan, o governador de Alagoas, Renan Filho, e R$ 1,5 milhão para a campanha de Jucá.
Jucá esquivou-se de comentar o pedido de prisão e as acusações de propina. “Não posso me manifestar sobre algo que não sei”, disse o senador. A assessoria de Renan negou que ele tenha recebido subornos e criticou as acusações, consideradas sem provas por ele. “O senador reafirma que jamais recebeu vantagens de qualquer pessoa e reitera que delações não confirmadas deveriam servir para agravar a pena dos autores e não livrá-los da cadeia”. Por meio de assessoria, Sarney se disse “perplexo, indignado e revoltado” com o pedido de sua prisão. “Jamais agi para obstruir a Justiça. Sempre a prestigiei e fortaleci”. O deputado Eduardo Cunha não prestou esclarecimentos. Na quarta-feira, ele disse que o pedido de prisão contra ele lhe causava “estranheza”.
Fontes: Verdade Gospel e Correio Braziliense.

Supremo deve julgar Jair Bolsonaro ainda neste semestre

Imagem: DivulgaçãoO ministro Luiz Fux deve levar ao plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) ainda neste semestre duas ações das quais é relator contra o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ).
Em 2014, Bolsonaro afirmou, no plenário da Câmara e em entrevista ao jornal gaúcho “Zero Hora”, que a deputada Maria do Rosário (PT-RS) não merecia ser estuprada por ser “muito feia”.  O deputado já foi condenado na esfera cível, pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal, a indenizar a deputada e se retratar.
As ações que correm no STF são criminais. Bolsonaro foi denunciado pela vice-procuradora-geral da República, Ela Wiecko, por incitar publicamente a prática de crime de estupro. E a própria deputada moveu uma queixa-crime contra ele. Ambos os processos estão com Fux.
Nesta quinta-feira (9), o ministro foi procurado pelo CNDH (Conselho Nacional de Direitos Humanos), que foi pedir que ele leve logo ao plenário o caso. Segundo os representantes do conselho, diante de casos de estupro coletivo ocorridos recentemente, o STF daria uma sinalização importante à sociedade ao se manifestar sobre a questão.
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‘Dinheiro público foi convertido em sapatos e roupas de grife’, diz MPF

Declaração é sobre gastos da mulher de Eduardo Cunha, Cláudia Cruz. MPF diz que dinheiro gasto por ela tinha origem em propina para Cunha
A declaração de Deltan Dallagnol é sobre gastos da mulher de Eduardo Cunha, Cláudia Cruz no exterior. MPF diz que dinheiro gasto por ela tinha origem em propina
“Dinheiro público foi convertido em sapatos de luxo e roupas de grife”, disse o procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa do Ministério Público Federal (MPF) da Operação Lava Jato. Segundo o MPF, Cláudia Cruz fez compras no exterior com recursos de contas na Suíça abastecidas com dinheiro de propina recebido pelo marido dela, o presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
O juiz federal Sérgio Moro aceitou nesta quinta-feira (9) denúncia do MPF contra Cláudia Cruz por lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Inclusive, ela chegou a dizer que fazia compras de luxo no exterior, com autorização do marido.
Em nota à imprensa, o deputado Eduardo Cunha afirma que as contas de Cláudia no exterior estavam “dentro das normas da legislação brasileira”, que foram declaradas às autoridades e que não foram abastecidas por recursos ilícitos (leia a íntegra da nota abaixo).
Trust
Conta suíça que tinha Cláudia Cruz como beneficiária final lavou US$ 1 milhão com artigos de luxo
Conta suíça que tinha Cláudia Cruz como beneficiária final lavou US$ 1 milhão com artigos de luxo
Para o MPF, porém, a tese de Cunha não se sustenta. Deltan Dallagnol citou denúncia contra Cunha apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que aponta o caminho do dinheiro da propina até as contas usadas por Cláudia Cruz.
Segundo a Procuradoria, Cunha recebeu pelo menos US$ 1,5 milhão em propina na trust Orion SP. A transferência foi feita pela off-shore Acona Internacional, que, conforme a acusação apresentada nesta quinta, pertence ao operador João Henriques. Ele, por sua, vez, havia recebido os valores de uma holding proprietária da Compagnie Béninoise des Hydrocarbures (CBH) – a empresa que vendeu 50% de um bloco de campo de exploração de petróleo na costa do Benin para a Petrobras em 2011.
A propina recebida por Cunha, segundo a denúncia, teve origem nesse negócio. O deputado recebeu os recursos por ser o responsável pelo apoio à indicação de Jorge Luiz Zelada ao cargo de diretor da Área Internacional da Petrobras. Zelada, que já foi condenado em outro processo da Lava Jato, agiu para que o negócio entre a CBH e a estatal fosse realizado, segundo a acusação.
O pagamento de propina a Henriques, posteriormente enviado a Cunha, foi feito pelo dono da CBH, Idalécio de Castro Rodrigues de Oliveira, que também virou réu nesta quinta.
O STF ainda não aceitou esta denúncia contra Cunha, portanto, ele não é réu neste processo.
Segundo o procurador Deltan Dallagnol, sua experiência mostra que há um “uso sistemático de offshores e trustes como mecanismos para ocultar quem é o verdadeiro dono do dinheiro”.
“O verdadeiro controlador desse dinheiro, por trás dos trusts e offshores, era o deputado federal Eduardo Cunha. A conduta dele especificamente está sujeita a apuração perante o Supremo Tribunal Federal, mas ela aparece no contexto dos crimes aqui acusados”, afirmou.
Versão questionada
O juiz Sérgio Moro, no despacho em que recebeu a denúncia contra Cláudia Cruz, também questionou a versão de Cunha.
“Em princípio, o álibi de que as contas e os valores eram titularizados por trusts ou off-shore é bastante questionável, já que aparentam ser apenas empresas de papel, sem existência física ou real (…) A Köpek, aliás, menos do que isso”, disse o juiz.
Moro prossegue afirmando que a justificativa apresentada por Cunha, de que o US$ 1,5 milhão recebido pela Acona era devolução de um empréstimo, não tem nenhuma prova documental.
“Ademais a proximidade temporal entre o crédito na Acona e a transferência em favor das contas secretas do parlamentar indica vinculação com o pagamento feito pela Petrobras pelos direitos de exploração na República do Benin, em negócio que se mostrou prejudicial à empresa estatal”, observou o juiz.
Conselho de Ética
O trust de Eduardo Cunha está no centro da discussão sobre o processo contra ele no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados. O relator do caso argumenta que trustes e offshores foram usados por Cunha para “ocultar” patrimônio mantido fora do país e para receber propina de contratos da Petrobras.
No documento, ele diz que Cunha constituiu trustes no exterior para viabilizar a “prática de crimes”.
A defesa de Cunha no processo argumenta que o presidente afastado da Câmara não é dono de contas mantidas na Suíça, porque elas estariam em nome de trustes – entidades legais existentes em alguns países que administram bens em nome de uma ou mais pessoas.
Na leitura do parecer, porém, o relator Marcos Rogério disse que a “mentira” dita por Cunha CPI da Petrobras, quando negou ter contas fora do país, revela uma “absoluta falta de decoro”. O relatório que pede a cassação de Cunha deve ser votado na próxima semana pela comissão.
Gastos no exterior
As compras de luxo apontadas pelo MPF foram pagas com recursos da offshore Köpek – as despesas em cartão de crédito no exterior são superiores a US$ 1 milhão num prazo de sete anos, entre 2008 e 2014. As investigações apontam que o valor é totalmente incompatível com os salários e o patrimônio lícito dela e do marido.
“Quase a totalidade do dinheiro depositado na Köpek (99,7%) teve origem nas contas Triumph SP (US$ 1.050.000,00), Netherton (US$ 165 mil) e Orion SP (US$ 60 mil), todas pertencentes a Eduardo Cunha”, afirma o MPF.
Extratos dos cartões de crédito de Cláudia Cruz que foram juntados aos autos do processo mostram gastos em lojas de grifes de luxo como Chanel, Christian Dior, Louis Vuitton e Prada, dentre outras.
Em janeiro de 2014, por exemplo, há registro de uma compra de US$ 7,7 mil em loja da Chanel em Paris, e outra de U$S 2,6 mil na Christian Dior da mesma cidade. Há ainda compras em outras cidades, como Roma, Veneza, Lisboa, Dubai, Nova York e Miami.
Os procuradores sustentam que Cláudia Cruz tinha plena consciência dos crimes que praticava e é a única controladora da conta em nome da offshore.
“A investigação teve convicção de que havia consciência e vontade da pessoa de Cláudia Cruz em razão dos diversos elementos circunstanciais que envolveram os fatos. Por exemplo, ela assinou documentos de abertura da conta e omitiu das autoridades fazendárias brasileiras, omitiu do Banco Central e da Receita Federal a existência dessa conta”, afirmou o procurador Diogo Castor de Mattos.
No despacho em que recebeu a denúncia do MPF, contudo, Sérgio Moro afirmou que ainda precisa ser esclarecido ao longo do processo se Cláudia Cruz tinha conhecimento ou não de que os recursos das contas no exterior usados por ela tinham origem criminosa. Ela negou em depoimento anterior.
“Por ora, a própria ocultação desses valores em conta secreta no exterior, por ela também não declarada, a aparente inconsistência dos gastos efetuados a partir da conta com os rendimentos lícitos do casal, aliada ao afirmado desinteresse dela em indagar a origem dos recursos, autorizam, pelo menos nessa fase preliminar de recebimento da denúncia, o reconhecimento de possível agir com dolo eventual ou com cegueira deliberada, sem prejuízo de avaliação aprofundada no julgamento”, observou o juiz.
Moro também determinou que o MPF se manifestasse sobre a filha de Cunha, Danielle Dyitz Cunha. O nome dela foi citado na denúncia ao Superior Tribunal Federal (STF) – apesar de nem ela nem a mãe terem sido denunciadas pelo tribunal – mas não apareceu na denúncia do MPF.
Os procuradores explicaram que as investigações relacionadas a Danielle continuam. Até o momento, não há provas de que ela sabia da ilicitude dos atos.
Cláudia Cruz e outras três pessoas passam a ser rés em uma ação penal que se originou a partir da Lava Jato. Os outros são o empresário português Idalécio de Castro Rodrigues de Oliveira, o lobista João Augusto Rezende Henriques, e o ex-diretor da área Internacional da Petrobras Jorge Luiz Zelada.
Veja os crimes pelos quais os acusados viraram réus:
Cláudia Cordeiro Cruz – lavagem de dinheiro e evasão de divisas;
Idalécio de Castro Rodrigues de Oliveira – corrupção ativa e lavagem de dinheiro;
Jorge Luiz Zelada – corrupção passiva;
João Henriques – lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção passiva.
Deltan Dallagnol informou que o MPF não pediu a prisão preventiva de Cláudia Cruz por entender que se trata de uma medida “drástica e excepcional”. “No caso dela não se trata de um ator central. O ator central é o marido dela. É preciso reservar a prisão preventiva para os casos em que ela é mais necessária”, afirmou o procurador.
O que as defesas dizem
Ao Jornal Nacional, a defesa de Cláudia Cruz afirmou que ela responderá às imputações como fez até o momento, colaborando com a Justiça e entregando os documentos necessários à apuração dos fatos. Ainda de acordo com a defesa, a jornalista não tem qualquer relação com atos de corrupção ou de lavagem de dinheiro, não conhece os demais denunciados e jamais participou ou presenciou negociações ilícitas.
Leia abaixo a nota enviada por Eduardo Cunha à imprensa:
“Trata-se de processo desmembrado do inquérito 4146 do STF, em que foi apresentada a denúncia, pelo Procurador Geral da República, ainda não apreciada pelo Supremo.
Foi oferecida a denúncia a denúncia ao Juízo de 1º Grau, em que o rito é diferenciado, com recebimento preliminar de denúncia, abertura de prazo para defesa em dez dias e posterior decisão sobre a manutenção ou não do seu recebimento.
O desmembramento da denúncia foi alvo de recursos e Reclamação ainda não julgados pelo STF que, se providos, farão retornar esse processo ao STF.
Independentemente do aguardo do julgamento do STF, será oferecida a defesa após a notificação, com a certeza de que os argumentos da defesa serão acolhidos.
Minha esposa possuía conta no exterior dentro das normas da legislação brasileira, declarada às autoridades competentes no momento obrigatório, e a origem dos recursos nela depositados em nada tem a ver com quaisquer recursos ilícitos ou recebimento de vantagem indevida”.
Fontes: Verdade Gospel e G1.