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A frente de seu tempo - "...edificarei a minha igreja e as portas do inferno não prevalecerão sobre ela."

2.8.11

UMA PALAVRA DE VITÓRIA


REFERÊNCIAS A JESUS EM TRÊS FONTES ANTIGAS: UMA GREGA, UMA SAMARITANA E UMA SIRÍACA

Jefferson Magno Costa
O POETA GREGO LUCIANO IRONIZA O NOME DE JESUS
     Nascido no início do segundo século, o poeta grego (descendente de judeus) Luciano de Samosata falou ironicamente de Cristo e dos cristãos no seu livro A Morte do Peregrino, escrito no ano 170. Zombou de Cristo, porém sua zombaria constituiu-se em mais um documento sobre a existência histórica de Jesus! Referiu-se a Cristo como “o homem que foi crucificado na Palestina por haver introduzido um novo culto no mundo”.


ESCRITOR SAMARITANO FALA DE UM ESTRANHO ECLIPSE
     O cronologista Júlio Africano, em um livro escrito provavelmente no ano 221, refere-se a um historiador samaritano chamado Talo, cujos livros se perderam na noite dos tempos, só restando deles hoje alguns fragmentos, citados também por outros escritores.
     Esse historiador samaritano (Talo), em uma obra sobre a história da Grécia e suas relações com a Ásia, datada do ano 52 d.C., refere-se a um estranho eclipse do sol, ocorrido precisamente na data em que a Bíblia e os historiadores confirmam ter sido Cristo crucificado. Eis o comentário de Júlio Africano sobre esse registro do historiador nascido em Samaria:
     “Talo, no terceiro livro de suas histórias, sustenta que essas trevas foram nada mais que o resultado de um eclipse do sol – explicação fraca e insustentável, a meu ver.”
     Sim, Júlio Africano tinha razão em não ver lógica nenhuma na explicação de Talo para aquele fenômeno, pois Jesus Cristo foi crucificado na época da lua cheia, e sabe-se que é impossível ocorrer um eclipse solar em tais ocasiões.
     Não foi um eclipse, e sim um escurecimento sobrenatural do sol, marcando o momento da morte do Filho de Deus!
     O interessante também é que o historiador judeu Flávio Josefo, no seu livro Antiguidades Judaicas (livro XVIII, Capítulo VIII,p.302) faz referência a um certo Allo (provavelmente Talo), natural de Samaria, a quem Tibério Augusto havia libertado! Esse homem tinha sido contemporâneo de Jesus.
     O comentário de Júlio Africano sobre o registro de Talo nos leva a tirar duas conclusões importantes:
     1a. Em meados do primeiro século da Era Cristã, os acontecimentos ocorridos no dia da crucificação de Cristo eram conhecidos tanto na Palestina como por pessoas não cristãs que viviam em Roma;
     2a. Os inimigos do cristianismo muito se esforçaram para dar uma explicação “naturalista” aos fenômenos ocorridos no dia em que Cristo morreu.


PRISIONEIRO SÍRIO FAZ REFERÊNCIA EM UMA CARTA À MORTE DE JESUS COMO EXEMPLO DE INJUSTIÇA COMETIDA PELO POVO JUDEU 
     Existe no Museu Britânico um interessante manuscrito que preserva o texto de uma carta escrita por volta do ano 73 d.C., contendo uma carta assinatura por um homem sírio chamado Mara Bar-Serápio.
     Esse homem, no tempo em que escreveu essa carta ao seu filho Serápio, estava na prisão. De lá ele aconselhou o jovem serápio a buscar a sabedoria acima de tudo, e a guardar sempre consigo esta lição: todos os homens que perseguiram os sábios foram castigados no final de suas vidas. Eis o precioso trecho em que Mara Bar-Serápio fala sobre o “sábio rei dos judeus”:
      “Que proveito tiveram os atenienses em tirar a vida de Sócrates? Fome e peste sobrevieram como juízo pelo terrível crime que cometeram. Que lucro obtiveram os cidadãos de Samos com lançar Pitágoras às chamas? Num instante seu território se viu coberto de areia. Que vantagem alcançaram os judeus com a execução de seu sábio Rei? Foi justamente em seguida a esta execução, que se lhes aboliu o reino.
     “Deus, com justiça, vingou esses três sábios: os atenienses, a fome os consumiu; os samosanos tragou-os o mar; os judeus, arruinados e banidos da própria pátria, vivem hoje em completa dispersão. Entretanto, Sócrates não o extinguiu a morte; continuou a viver no ensino de Platão. Pitágoras não o aniquilou a morte: continuou a viver na estátua de Hera. Nem o sábio Rei dos judeus o destruiu a morte: continuou nos ensinos que transmitiu.” (F.F Bruce. Merece Confiança o Novo Testamento? Edições Vida Nova, São Paulo. 1965. p. 148).
     A importância desses documentos, somada ao inigualável testemunho dos Evangelhos, esmaga e destrói a diabólica teoria dos que afirmam ter sido Cristo uma figura lendária, inventada, que nunca existiu.
     Porém, mesmo sabendo da existência de toda essa documentação, para nós, o maior de todos os testemunhos sobre a existência de Jesus é a poderosa manifestação do seu amor e do seu Espírito em nossas vidas! Nós, os evangélicos, somos testemunhas vivas do Jesus Cristo vivo!
     Não poderíamos deixar de comentar aqui o fato de esses documentos (citados nesses vários artigos) não fornecerem muitas informações detalhadas sobre a pessoa de Jesus. Além do mais, quando avaliamos a importância de Jesus Cristo diante da humanidade, vemos que o número de testemunhos é pequeno diante de tão grande personalidade histórica que Ele foi – a maior de toda a História.
     Porém, essa relativa escassez de informações extra-biblicas sobre o nosso Salvador tem três explicações:
     1a. A primeira delas é que os escritores gentios (gregos, romanos, sírios, etc.), considerando o cristianismo como “mais uma” entre as muitas seitas supersticiosas vindas do Oriente, cujo berço era a desprezada Judéia, e cujo iniciador tinha sido um judeu condenado à morte de cruz, jamais imaginariam que os velhos deuses gregos e romanos viessem a ser derrubados e esquecidos diante da força, da aceitação e da grandiosidade do Evangelho de Jesus Cristo. Por esse motivo, os escritores não se ocuparam muito com a pessoa de Jesus, e só fizeram rápidas referências a Ele.
     2a. Outra explicação para a não-existência de referências muito detalhadas sobre Cristo é o fato de a maior parte das obras gregas e romanas, escritas no primeiro século da Era Cristã, terem-se perdido, destruídas pelo tempo. Se elas tivessem chegado até os nossos dias, certamente trariam outros importantes registros históricos sobre Jesus.
     3a. Da parte dos escritores judeus, houve, com exceção de Flávio Josefo e de algumas referências do Talmude, uma espécie de satânica conspiração de ódio e de silêncio em torno da pessoa de Cristo. Haja vista que o mais famoso de todos os filósofos judeus da época, Filon de Alexandria, não fez nenhuma referência (pelo menos nos livros dele que chegaram até nós) ao nosso Salvador.

O TESTEMUNHO DE UM RABINO SOBRE A MARCANTE TRAJETÓRIA DA VIDA DE JESUS
     Porém, esses documentos que a providência de Deus preservou para serem conhecidos nos nossos dias, têm o seu valor reconhecido até por rabinos da importância de um Joseph Klausner, ex-professor de Literatura Judaica em Jerusalém, que no seu livro Jesus de Nazareth, assim se pronunciou sobre o valor desses documentos:
     “Se apenas possuíssemos estes testemunhos, saberíamos, efetivamente que, na Judéia, viveu um judeu chamado Jesus, a quem chamaram o Messias, o qual fez milagres e ensinou o povo; que foi morto, por ordem de Pôncio Pilatos, por denúncia dos judeus; que tinha um irmão chamado Tiago, a quem o Sumo Sacerdote Anano condenou à morte; que, do seu ensino, nasceu uma corrente religiosa existente em Roma cinquenta anos depois do nascimento de Jesus, e que esta comunidade (cristã) foi a causa da expulsão de todos os judeus de Roma; e, finalmente, que a partir de Nero, essa corrente religiosa se expandia, adorava Jesus como Deus, e era violentamente perseguida.”


Jefferson Magno Costa